Precisamos falar sobre mulheres/madrastas/mães abusivas e perigosas!!
Para começar, é simples:
MÃES SÃO MULHERES.
MULHERES SÃO SERES HUMANOS.
SERES HUMANOS PODEM SER RUINS.
PORTANTO, MÃES TAMBÉM PODEM SER RUINS.
É importante entender os conceitos acima, porque eles podem salvar uma criança!!
As imagens são para ilustrar o quão violentas podem ser as mulheres.
Imagem 1: Estas são crianças que morreram nas mãos das mães ou das madrastas, algumas torturadas com requinte de crueldade. E no caso das madrastas, são mulheres que têm filhos, e ainda assim fizeram mal a uma criança.
Imagem 2: Estas notícias são de mulheres que praticaram violências contra quem diziam amar (filhos/as, namorados/as), ainda que sem acabar em morte.
Essa suposta fragilidade feminina acaba por vitimizar quem realmente é frágil: as crianças. Há mulheres extremamente abusivas e perigosas no mundo todo, e elas podem ser férteis ou adotar crianças.
E aí muitos perguntam: "mas por que uma mulher teria filhos se não fosse para amá-los?". Infelizmente, há inúmeros motivos egoístas. Mulheres podem ter filhos - por via natural ou não, lembrem sempre disso - para segurar casamento (sim, já ouvi isso das próprias mulheres), para terem uma "mini me", para serem endeusadas por alguém, para não se sentirem sozinhas, para terem quem cuide delas na velhice, para receberem homenagem de dia das mães (mais comum do que se pensa), para exercerem poder e controle sobre quem não pode contestá-las, para terem em quem jogar suas frustrações, para terem quem cuide delas (a parentificação)... O título de mãe as encanta, porque através dele podem ser vistas como querem pela sociedade que, hipócrita, as coloca num pedestal. Aqui não estou falando de gravidez inesperada. E, mesmo que fosse o caso, não daria o direito de a mãe maltratar as crianças.
Alguns podem me perguntar: "mas você está generalizando, há mães boas!". Não estou não! Sim, há mães maravilhosas! Porém, as ruins não são tão raras quanto se pensa. Vejo isso diariamente, através do meu trabalho. E na primeira imagem vemos 15 crianças - o que já acho muito -, de casos que foram parar nos jornais, mas ainda temos infinitos casos que não chegam a nós.
Quero aproveitar para falar aqui o quanto a informação pode salvar! Sabendo de histórias assim, ficamos mais atentos ao que se passa à nossa volta. Essas crianças poderiam estar aqui se alguém percebesse, se alguém ouvisse, se alguém acolhesse a dor delas. Porque muitas pedem ajuda de forma indireta, porque têm medo, mas não se dá ouvidos porque "mãe não faz mal". Mães que negligenciam, mães que xingam, mães que espancam, mães que parentificam, mães que abusam sexualmente, mães que permitem que os parceiros/as maltratem e abusem dos seus filhos/as, mães que jogam na cara o que fazem, mães que são agressivas, mães que se acham no direito de fazer o que quiserem porque SÃO MÃES, mães que põem as crianças para cuidar da casa e dos irmãos como se fosse obrigação delas, são mães reais!! A violência psicológica destrói essas crianças a ponto de, muitas vezes, acharem que merecem passar por isso e não têm o direito de pedir ajuda.
Quero que entendam que as histórias abaixo só chegaram às mídias e a nós porque passaram dos limites, porque foram trágicas!! E tem gente se compadecendo pelas violências aqui apresentadas, mas invalidando a dor e o discurso de quem pede ajuda para que não chegue a esse ponto. A pergunta é: está se compadecendo mesmo então?
Por isso e muito mais, o dia das mães pode não ser tão cheio de felicidade e gratidão para muitas pessoas, então não julgue.
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